quarta-feira

VERÃO















Cada vez que digo adeus
É como se uma vidraça esmorrecesse
E o seu do seu estalo, mil vezes fragmentado
Fizesse a gêmea desgraça a minha sorte.

Cada vez que digo adeus
Perde-se o norte em cada meu sonho veleiro
Cheira a bruma e as nuves em luz
Chega a manha e, é tudo chuva
Sobre as minhas pupilas, sobre a face enrugada de terror

Digo adeus
E esvão-se as glórias antes confiadas
O silêncio das sombras em noites de sarau
Fogem almas, fogem ninhos, migram aves
É verão!


21:00, 21 de Agosto de 2011, Turim

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