Cada vez que digo
adeus
É como se uma
vidraça esmorrecesse
E o seu do seu
estalo, mil vezes fragmentado
Fizesse a gêmea
desgraça a minha sorte.
Cada vez que digo
adeus
Perde-se o norte
em cada meu sonho veleiro
Cheira a bruma e
as nuves em luz
Chega a manha e,
é tudo chuva
Sobre as minhas
pupilas, sobre a face enrugada de terror
Digo adeus
E esvão-se as glórias
antes confiadas
O silêncio das
sombras em noites de sarau
Fogem almas,
fogem ninhos, migram aves
É verão!
21:00, 21 de
Agosto de 2011, Turim

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