Para Victória
Queria apenas
calar.
Calar as minhas
rectrizes para não vaguear na tua lembrança
Ouvir a chuva aos
espasmo e supor que a vida é uma canção atribulada,
Assim atribulada
como o meu amor a olhar o teu latente,
Mas me lembrei de
ti, do teu olhar fingido a olhar o meu,
Esqueça os dias
dos espasmos, dos instantes perdidos,
Pois estou aqui,
espectro erguido, esperando o teu.
Aquela tua
melodia de sorrir as graças e instantes...
Nos dias que ti
vi e celebrámos a mesma canção.
Bem te lembras
desses instantes ja frouxos no tempo;
Dos beijos, das
conversas, do compasso contiguo a ti,
Do teu abraço sobre
o meu, em fusão,
Sei que te
lembras...
Mesmo que seja no
flash de uma memória transitória,
Vais saber que te
amei, que te quis assim
Ao desaviso da
invasão do seu olhar único.
Sei que tivemos
história, por mais que ridícula e frouxa,
Da que imaginar a
tonalidade do teu adeus na essência das coisas,
No rumo das tuas
escolhas... mas
Já não quero me
engasgar do tempo que rumou,
Quero olhar para
ti,
Pensar em ti com
amor e dormir sorrindo,
Porque tenho
certeza que ao menos sabes que estou te amando,
Por mais que
tenha tudo que provar de novo.
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