sexta-feira

HILENA





Seus olhos vidrados, liquidos de inocência,
A metáfora em torbulência, das mais frias quietudes.
Seu sorriso lascivo como um pargo em galope,
Violento como a passividae de um píton.

Olha-se e ha algo que estala,
Como uma cratera esfarrapando-se em lava.
Sorri-se e perco-me em mim,
Na eternidade de uma galáxia anónima.

Seus braços, fionos fenos
Sob a cadência de um batuque que marrimba.
Seus pes delgados , triturando-se na grama molhada,
São como jactos de água disfazendo-se em espumas.

Acena-se, uma parte de mim hiberna,
E  sinto as ventas dilatar em suspiro gracioso.
Dança-se à cadencia das vontades dos deuses,
E fervo como uma fornalha de neve.


18.01.013 – 19:15

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