quarta-feira

AMOR E CIÚME





















Que não se lembrem as brisas a tua melodia
Que não gardem os tecidos o teu vapor
Nem as crisálidas  afoguem o teu toque

Quem não conheçam os homens a tua divindade
Que não entrem as águas nos teus poros
Nem as paredes  guardem os teus desesperos

Que não gemam as areias sobre o atrito dos teus pes nús
Que partam gaivotas, que partam ondas ao te ver chegar
E que haja somente um dia eterno para ver os teus olhos.

21:30, 21 de Agosto de 2011, turim

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