Venha comigo, mae, decrepita esperança
Ver o mar
tamborilar
É tao dócil como
a fusão de um sonho
Tão prufundo como
a tua tristeza, mãe.
Venha, ver os
prados sorrindo aos galhos,
São como o
firmamento entre as mãos de picasso
Como o mofar das
tuas feridas em pranto
Escarlates como
as listras de rímel nas pálpebras de uma quitandeira.
Venha, mãe, decrépita
de tanto olhar o céu
Veja como a manha
sorri as profecias do porvir
É um imbondeiro
cheio de risos, uma bomba latente
De abraços
partilhados, de lagrimas sorvidas
Mãe, sinta o
mofar do joio ascendendo em remoinho
Em colunas de
fumo sob a tarde arrebol
Parte
deflagrando, escurece e fina
A mesma rima da
nostalgia de uma paz distante.
Ouça a marrimba
batucando o seu coração
A poesia
declamada no iritmado ejaculo da tua esperança
Esqueça a velha
nostalgia dos galhos tenros
Que o futuro
começa agora
Luna, 23/01/13, 23:37 - Italia

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