quinta-feira

UMA CANÇÃO PARA MAMÃE JOSEFINA























Venha comigo, mae, decrepita esperança
Ver o mar tamborilar
É tao dócil como a fusão de um sonho
Tão prufundo como a tua tristeza, mãe.

Venha, ver os prados sorrindo aos galhos,
São como o firmamento entre as mãos de picasso
Como o mofar das tuas feridas em pranto
Escarlates como as listras de rímel nas pálpebras de uma quitandeira.

Venha, mãe, decrépita de tanto olhar o céu
Veja como a manha sorri as profecias do porvir
É um imbondeiro cheio de risos, uma bomba latente
De abraços partilhados, de lagrimas sorvidas

Mãe, sinta o mofar do joio ascendendo em remoinho
Em colunas de fumo sob a tarde arrebol
Parte deflagrando, escurece e fina
A mesma rima da nostalgia de uma paz distante.

Ouça a marrimba batucando o seu coração
A poesia declamada no iritmado ejaculo da tua esperança
Esqueça a velha nostalgia dos galhos tenros
Que o futuro começa agora

Luna, 23/01/13, 23:37 - Italia


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