Eu e o espectro desnutrido das minhas sombras
Andamos
quitandeiros como um cisne em agonia,
Cantando compulsivamente
a nostalgia de um prado qualquer.
A certeza protótipa
dos dias desgalhados
Me petrifica como
uma mentira revelada
Cutucando o meu
topete, lancha deserdada.
Conto os dias, os
centavos que restam e espero:
Um molho de luz
espalhando-se em fuzis
Uma onda que
confunda as razoes futeis de uma rotina.
Como um penitente
aos altares de um levita
Brado a minha voz
palida e espero
O pulsar de uma
palpebra amiga.
Luna, 00:19, 24.01.2013 - Italia

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