quinta-feira

AO LEU

















Eu e o espectro desnutrido das minhas sombras
Andamos quitandeiros como um cisne em agonia,
Cantando compulsivamente a nostalgia de um prado qualquer.

A certeza protótipa dos dias desgalhados
Me petrifica como uma mentira revelada
Cutucando o meu topete, lancha deserdada.

Conto os dias, os centavos que restam e espero:
Um molho de luz espalhando-se em fuzis
Uma onda que confunda as razoes futeis de uma rotina.

Como um penitente aos altares de um levita
Brado a minha voz palida e espero
O pulsar de uma palpebra amiga.



Luna, 00:19, 24.01.2013 - Italia

0 comentários:

Postar um comentário

 
;