quinta-feira

POEMA DE ADEUS

















Como as larvas misérrimas se abrigam nas entranhas de um pós-alma,
Na vida escarlate dos felinos retumbando o sono perpétuo,
No convexo do teu peito, um dia,
Fechei os as palpebras para ver os fios de luz chegarem!

Fazia a mesma graça dos caldeiroes de súlfor
E o mesmo sorriso de escárnio
Como um felino zomba de sua presa

E tu não viste quanto rogar, quanta penitência
Ante teus sacrários meus olhos anunciavam,
Carreguei a minha cruz e segui por outra golgota.

Restou-me apenas o peso da alma
A ranger-me como um calhambeque secular,
Adeus!


00:42, 24.01.2013

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