sábado

SUSPENSE


















(Para Lisandra)

Tenho os olhos covados
Como o fundo das naus sem tesouros

Mora-lhes o silencio de águas turvas infiltradas
De um passado que pesa ate os dedos da alma

Impacientemente abafo o mofo dos cigarros
E andarilho a cegas em meu pensamento

Ao de longe veem os risos das moças das docas
Como uma canção de silencio

- Aqui banha o calor estéril
De um não-sei-o-que-pensar



6.6.13-4.8

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